sexta-feira, 29 de outubro de 2010

POR QUE EU VOTO NULO?


Porque quero que meu voto diga alguma coisa!
Se eu escolhesse este ou aquele político, talvez elegesse um ovo sadio para colocar na cesta de ovos podres. E todos sabem o que acontece...O problema não é que alguns políticos são podres. O problema é que a maioria está com costumes apodrecidos. Basta ver como votam e se protegem uns aos outros. Como conservam seus privilégios e suas impunidades até por crimes comuns. Por isso, voto nulo: quero dizer com meu voto que sou contra a podridão e não contra este ou aquele político podre.



Porque não quero votar em nulidades.
Os "representantes do povo" são apenas uma parte do governo. São os que deveriam fazer as leis em "nome do povo". Mas eles fazem em seu próprio nome e no interesse dos que deram o dinheiro para que
se elegessem. E aceitam, passivamente, que o executivo legisle. O executivo deveria respeitar a vontade do povo, mas respeita mesmo é a lei do mais forte.O judiciário, infelizmente, que seria a última barreira contra o arbítrio, julga por conveniência, pelo direito positivo apenas, seja legítimo ou não, justo ou não. Desconhece ou esqueceu os princípios da justiça, da eqüidade e da livre expressão das vontades nos contratos.Em resumo: os cidadãos revestidos com cargos públicos se nulificam, perante a força dos poderosos.


Então, por que votar em nulidades?
Porque se sou contra a pena de morte, não tenho que eleger o carrascoSeria inconcebível que se alguém fosse contra a pena de morte participasse da eleição do carrasco, não é mesmo?E já imaginou se o argumento fosse o de escolher um carrasco mais simpático...ou mais humano?É quase a mesma coisa. Se você é contra a corrente que te ataram ao pescoço, não se trata de escolher quem vai segura-la, mas encontrar uma forma de se livrar dela...e de todos os que querem atar correntes em teu pescoço e segura-la.


Porque não estou contra este ou aquele político:
ESTOU CONTRA O SISTEMA POLÍTICO!
O Sistema Político que aí está é um perpetuador da corrupção, do nepotismo e da impunidade. Os partidos têm a reserva da representação e escolhem (e mal) as pessoas em quem você ou eu poderemos votar. E só podemos votar nos que eles já escolheram. Eleitos, quem os tira de lá? Só eles mesmos! Claro que a gente pode pressionar. Mas se eles não quiserem, nada feito. Lembra? A maioria absoluta dos brasileiros disse em praça pública que queria eleições diretas. Mas quem decidiu foram umas centenas de parlamentares. Corruptos, traficantes e até assassinos, réus confessos, se abrigam sob a impunidade parlamentar. É o Sistema Político que está podre, absorvendo e apodrecendo a Sociedade, servindo de modelo e apodrecendo tudo em que toca.

Votar Nulo resolve?
Não, mas já é um começo. É um recado claro de que já sabemos que não adianta só eleger. Que queremos fiscalizar, que queremos voto optativo, que queremos o fim da impunidade, que queremos poder tirar de lá quem nos enganou, que queremos votar as nossas leis, que queremos menos impostos, menos governo, que queremos partidos responsáveis, que queremos poder eleger candidatos independentes dos partidos, que queremos ser cidadãos e não súditos. O Voto Nulo é só um recado. É só um começo. Mas já é alguma coisa. É o começo de uma tomada de consciência.

VOTO NULO! VOTO ÚTIL!
Quero que meu voto seja útil. Não utilizado por este ou aquele candidato para "arrumar" sua vida e a vida de seus cupinchas. Útil para dizer que não concordo mais com tanta impunidade, tanta roubalheira e tanta podridão! Que também quero: Reforma Política é Jurídica Já!!!

Votar nulo funciona?


Em nosso regime democrático, vários partidos políticos exercem o direito de oferecer a seus candidatos a disputa eleitoral.
Em contrapartida, cabe aos cidadãos avaliarem e escolherem quais seriam os candidatos mais adequados aos seus interesses e anseios.
Mediante a ampla variedade de opções, chegamos à conclusão de que vivemos em um regime político dotado de amplas liberdades, onde o cidadão tem acesso a todo tipo de discurso e proposta.
Contudo, quando nos lembramos do quão grave é o problema da corrupção entre os nossos representantes, acabamos por enfrentar um dilema.
Afinal, qual seria o sentido de ser perder tempo avaliando e escolhendo um candidato que, mais cedo ou mais tarde, seria denunciado (ou não!) pela participação em algum esquema de corrupção ou no desvio de verbas públicas?
É mediante esse questionamento que vários eleitores acabam fazendo opção pelo voto nulo.
Ultimamente, correram vários boatos de que o voto nulo seria capaz de invalidar todo um processo eleitoral.
No caso, se mais da metade dos eleitores votassem nulo, deveria acontecer um novo processo eleitoral formado por outros candidatos.
A premissa dessa hipótese se assenta no artigo 224 do Código Eleitoral, que diz que “se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país nas eleições, (...) o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias".Para muitos, esse artigo faz com que o voto nulo se transforme não só em uma arma de protesto, mas também em uma forma de se alterar a configuração do cenário eleitoral.
Entretanto, de acordo com uma recente interpretação do TSE, essa nulidade só invalida as eleições quando os votos são anulados por causa de alguma fraude que determine sua desconsideração.
Por tanto, se mais de cinquenta por cento dos votos dos cidadãos optam pelo voto nulo, prevalece a escolha daqueles que votaram em algum candidato.
Dessa forma, quando um cidadão vota nulo, ele acaba abrindo brecha para que um candidato ruim acabe vencendo a eleição com um número menor de votos necessários.
Assim, acaba sendo preferível depositar suas esperanças em candidato ou legenda que sejam parcialmente satisfatórios do que facilitar a vida de um candidato com perfil questionável.
No final das contas, a opção pelo voto nulo acaba se transformando em um ato de passividade mediante o cenário político vigente.
Ainda assim, existem aqueles que persistem em votar nulo por outras razões de ordem ideológica.
Os anarquistas, por exemplo, optam pelo voto nulo por não reconhecerem a necessidade de autoridades e políticos capazes de interferirem na vida em sociedade.
Dessa forma, expressam o seu repúdio ao Estado, às leis e governantes indicando que não se interessam naquilo que eles têm a oferecer.
Certos ou errados, a atitude dos anarquistas também prova outra faceta de nossa democracia: a não escolha.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010


Admiravél mundo novo
Renato Russo

Não adianta você vir tentar me aconselhar
Se eu sigo os seus conselhos, eu vou me ferrar.
Não adianta me dizer que você está com a razão
Você não é da minha idade, é de outra geração.
Não tente entender o que eu faço
Também não me pergunte o que eu acho
Não me diga que eu devo seguir o seu caminho
Se eu tiver que errar quero errar sozinho
Vocês tentaram e continua dando tudo errado
A sua tal experiência é coisa do passado
Você então me diz que tenho que entrar nesse esquema
E tudo isso é só um monte de mentiras
Não trace nenhum plano pra mim
A vida é minha e eu a quero assim!
Fica quieto – foi você quem perdeu
É melhor sair da frente que o futuro é meu